Os políticos erram e o povo paga

Não podemos brincar com a segurança do país. Em 1964 eclodiram movimentos sociais ou ditos sociais por todos os cantos ligados ao governo, partidos de esquerda e segmentos contrários. Foram motivos suficientes para acontecer à tomada do governo pelos militares. Estamos vivendo situação parecida. quando o governo leva as ruas seus seguidores e a oposição se organiza para uma grande manifestação contraria. Eu fui testemunha, eu vivi a história que relembro agora para que reflitam

Jânio Quadros renunciou a presidência da república em 25 de agosto de 1961 assumiu o presidente da Câmara dos Deputados Ranieri Mazzilli, porque o vice-presidente João Goulart estava em viagem a China. Um segmento militar defendia a realização de nova eleição e outro que as regras políticas fossem respeitadas. Foi criada a Campanha da Legalidade que fortaleceu a idéia de cumprimento da Constituição e João Goulart assumiu a presidência do país sob os olhares desconfiados dos militares e dos políticos mais conservadores que viam na posse de João Goulart uma ameaça à democracia e um possível encaminhamento para a instalação do regime comunista no país. Para evitar um golpe militar o Congresso Nacional mudou o regime de presidencialista para parlamentarista, diminuindo assim os poderes do presidente. João Goulart assumiu a presidência do país em 7 de setembro de 1961. O sistema de governo parlamentarista não deu certo e em 1963 através de plebiscito o povo com o voto fez retornar o sistema de governo presidencialista. João Goulart sentiu-se fortalecido e eclodiram diversos movimentos no país. Em 1964 operários e estudantes paravam a nação com manifestações. Do lado do governo houve em 1964 a realização do grande Comício da Central do Brasil organizado pelo próprio presidente e do lado dos conservadores a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Aconteceram então todos os ingredientes necessários para que segmento militar já organizado tomasse o poder, pois as divergências políticas saíram das casas legislativas para as ruas. www.guilhermesantosreporter.com

Quem sou eu?

Guilherme Santos, repórter, radialista e comunicador baiano que atua a serviço da população há mais de 30 anos

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